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terça-feira, 30 de março de 2010

Um caso real de conflito entre o resultado e qualificação profissional

Divulgo abaixo um texto muito bom do Sebrae. É um caso real de uma fabrica de que passava por dificuldades financeiras e contrataram um executivo com ótima formação academica e forte experiência técnica com mais de 20 anos atuanndo em uma grande empresa.

O cenário em que se passou esse caso foi em uma fábrica de porte médio, com 30 anos de vida e com produtos de prestígio em seu segmento de mercado, mas que passava por graves problemas financeiros oriundos de gestões mal sucedidas, principalmente em relação a qualidade e a produtividade de sua área industrial. Os principais aspectos que levaram a empresa a essa crise foram: a) chefias de produção, em todos os níveis, desmotivadas e desqualificadas na gestão de pessoas; b) quadro de pessoal operacional sem orientação segura e sem o devido controle; c) processos de trabalhos desatualizados em relação às exigências da competitividade; d) desperdício de matéria prima, de tempo e de força de trabalho; e) total falta de comprometimento do quadro de pessoal com a qualidade; f) negligência e descaso no trato das coisas da empresa.


Para resolver esses graves problemas em sua área industrial os sócios da Empresa decidiram contratar um executivo para liderar o processo de reversão da situação em que se encontrava a área de produção e, por via de conseqüência, a Empresa. Foram ao mercado e contrataram um profissional cujo curriculum-vitae apresentava excelente formação acadêmica e forte experiência técnica, por mais de vinte anos, em uma grande empresa. A expectativa dos sócios com a contratação era a melhor pois achavam que a qualificação técnica era a adequada para cargo da maior importância, no momento, para o destino da empresa. Mas essa expectativa foi por terra logo nos primeiros meses, e menos de um ano após a admissão desse executivo a situação na área industrial tornou-se mais grave ainda.. O quadro acima descrito potencializou-se e a empresa entrou num processo de quase insolvência, tendo inclusive de desativar um dos setores de produção com grande capacidade de gerar negócios. O “executivo” ficou menos de um ano na Empresa e mesmo depois da sua demissão, e por algum tempo , a empresa ainda lutava para se recuperar do desastre, aprofundado por essa contratação.

Frente a essa situação, o que você acha ter acontecido ? Por que a admissão desse executivo em vez de ser positiva foi extremamente negativa para a empresa? .

A resposta é até simples para um caso de ocorrência bastante freqüente. Objetivamente o fator determinante e principal para esse “desastre admissional” foi o seguinte: a gravidade da situação pela qual passava a empresa exigia um profissional com competência em gestão/liderança, capaz de entender as reais necessidades/exigências do organismo a ser “tratado” e intervir situacionalmente e com a máxima habilidade, rapidez e rigor nos processos de mudanças de comportamento dos subordinados, objetivando a reversão imediata do quadro critico e não um profissional com qualificações técnicas e boa formação acadêmica, porém sem a habilidade e sem a vivência em direcionar/conduzir/estimular pessoas a vencer desafios e a consecução de objetivos e resultados, o que era a real necessidade da Empresa.

O equívoco dessa empresa manifesta-se freqüentemente em muitas outras empresas, inclusive em situações criticas como a do presente caso. E isto porque as exigências/necessidades das empresas, de um modo geral, não são objetivamente analisadas, percebidas, entendidas e atendidas pelos seus principais responsáveis. A influência de uma admissão/promoção não coerente com as reais exigências/necessidades do organismo empresarial, especialmente em posições de gestão, acarretam sérios riscos para os negócios da empresa. E mesmo assim, ainda hoje, é muito comum vermos posições de gestão (em todos os níveis) serem ocupadas por profissionais com qualificações puramente técnicas em vez de profissionais com qualificações gerenciais. Aí os resultados…
 
Texto de  Maurício Cardoso - Consultor em Gestão Empresarial e Recursos Humanos. Artigo do site Visão do Empreendedor (Sebrae/RJ)

1 Comentário:

capitainkurn disse...

Como dizia meu avô português:
Administrar riqueza é mole, quero ver administrar miséria.

Primeiramente não creio muito nessas afirmativas sobre falta de liderança desmotivação dos colaboradores etc. Isso não foi a causa do problema e sim uma de suas conseqüencias. A motivação e confiança no comando começa a partir dos bons resultados, e esses na grande maioria das vezes não dependem diretamente dos colaboradores e sim de atos dos gestores. Na caserna chamamos isso de moral baixo. Neste case estão faltando dados e não é possível avaliar nada.

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