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segunda-feira, 17 de maio de 2010

As empresas estão dispostas a promover qualidade de vida no trabalho?


Esse texto foi escrito pela pedagoga Marly Saliba Rebouças de Brasília/DF constando no livro Causos de RH 2. Segue o artigo abaixo.

Esse assunto é familiar para você?
Tenho vivido experiências interessantes em relação ao assunto.
Já implantei um programa de qualidade de vida no trabalho em uma das empresas em que trabalhei. Todo o trabalho foi desenvolvido com a colaboração de profissionais voluntários.


Atualmente faço parte de uma equipe onde a proposta é dar continuidade ao programa de qualidade de vida no trabalho existente na empresa.
Bom! Aí vocês devem estar perguntando o que tem de interessante.
O fato é que nas duas situações o programa só existe graças à boa vontade das pessoas, que são da área de recursos humanos e que se dispõem a desenvolver o trabalho sem que haja qualquer investimento financeiro por parte das empresas.
Ano após ano somos cobrados quanto às propostas para o programa. Projetos e atividades para que o programa continue existindo. Porém não pode haver gastos. Deve-se desenvolver o trabalho buscando parceiros e voluntários.
Ora, esse é um problema que atinge todas as empresas. O interesse não pode ser apenas de algumas pessoas, mas sim da alta gestão da empresa. Qualidade de vida deve fazer parte do planejamento estratégico das empresas que pretendem fazer parte da lista das melhores empresas para se trabalhar, ou seja, pretendem reter seus talentos.
Não se pode fazer muita coisa, ou quase nada, sem investimentos. Você até consegue iniciar o trabalho, mas chega um momento em que é necessário muito mais do que voluntários ou parceiros. Se a empresa quer resultados ela precisa investir.
O que tenho visto é que a participação dos empregados, após algum tempo, passa a ser por obrigação e não por prazer, por interesse. E por um simples motivo: não há o sentimento de continuidade, de fazer parte!
Quando não se tem recursos suficientes fica difícil você conseguir desenvolver um projeto que requer muito mais do que pequenas ações de voluntários. Um projeto de qualidade de vida no trabalho precisa do envolvimento de profissionais de diversas áreas, que inicialmente se propõem a atuar como voluntários, mas a continuidade do trabalho tem que ser remunerado.
O que tenho visto são programas mascarados e com projetos inacabados. Não há continuidade nas ações. Está-se sempre iniciando alguma coisa, mas não se completa o ciclo do projeto, ou seja, início, desenvolvimento e término, onde se avaliam os resultados e a mudança ou não de percurso, sempre buscando a tão falada qualidade de vida no trabalho.
Então o que deveria ser algo prazeroso passa a ser motivo de estresse e frustração.
Questiono se há realmente interesse nas empresas em promover a qualidade de vida no trabalho.

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